quarta-feira, 9 de junho de 2010

Você pode tirar o homem do mato, mas não tira o mato de dentro de homem.


Depois de realizar minha primeira viagem de avião, tomei gosto pela coisa e passei a embarcar sempre que surgia uma oportunidade.

E, foi no feriadão do dia do trabalhador do ano de 2007, que pegamos uma molezinha (R$ 99,00 ida e volta) para ir para Fortaleza ou "Fortcháleza" como dizem por lá.

A principal atração era ir ao Beach Park (óóóóbvio), até porque as praias de lá não são grandes coisas ou, pelo menos, não valem a viagem.

Acontece que o Beach Park é apenas um dia, e nós ainda tinhamos outros 02 pra arrumar o que fazer, por isso, resolvemos pegar um taxi para ir conhecer a Praia do Futuro e comer uns carangueijos numa "barraca de praia".

Foi aí, aliás, que conhecemos nosso taxista oficial de Fortcháleza, autor da frase mais verdadeira que eu já ouvi e que venho aplicando a várias situações desde então.

A cena foi a seguinte, estamos na via pública e para (sem acento mesmo, pois a reforma ortográfica tirou o acento do pára) ao nosso lado, no sinal, um carro todo "tunado" com o som nas alturas (que hoje eu sei que se chama "paredão") e nosso amigo taxista ou TX para os íntimos, olha para o lado com um misto de indignação e indiferença e me sai com a seguite:

- Mas olha pá isso... você pode até tirar o homem do mato, mas o mato não sai de dentro do homem!

Uma lição que eu carrego para toda a vida.

Mas, voltemos a tal "barraca de praia". Aqui em Recife barraca de praia é um cara sem dentes, com as unhas pretas que possui um isopor, aliás, não, ele não possui um isopor, ele tem, quando muito, um ISONOR ou, ainda pior, um INZONOR, com gelo salgado, algumas cervejas e refrigerantes (côco nunca tem, ocupa muito espaço, e xiii... tenho medo de terem tirado o acento do côco), uma garrafa de caldinho de feijão e meia dúzia de cadeiras.

Em Fortcháleza, barraca de praia é uma megaconstrução com fontes, psicina, banheiros, garçons, pratos, copos e talheres, piso em ladrilhos, e, o mais importante, todas, mas todas mesmo tem um tema. É , um tema. Feito escola de samba.

O tema (ou enredo) de nossa barraca pode ser resumido da seguinte forma: há muito tempo, na grécia antiga, vivia um povo anfíbio;ocorreu um tsunami que deixou toda a civilização debaixo d'água e eles formaram a cidade de Atlantidz (desse jeito mesmo, com "z").

Só isso pode explicar o nome da barraca e a mistura dos motivos gregos com a temática de fundo do mar.

Mas, abstraindo a crise existencial megalômana pela qual deve o arquiteto ter passado, não é que a barraca é arretada mesmo!

O dia seguinte foi dedicado a grande atração da cidade, o Beach Park, que, fiquem sabendo, não fica em Fortcháleza e sim em Aquiraz, a 16km da cidade.

Para quem nunca foi e prentende ir as dicas são as seguintes:
a) chegue de 8:00h quando o parque abre e saia quando te expulsarem de lá,
b) não leve máquina fotográfica, a não ser que ela tenha uma caixa estanque, ou seja uma descartável, ou ainda que você seja japonês, pois eles até em parque aquático ficam com aquelas CANONs enormes penduradas no pescoço,
c) meninas, esqueçam o biquine sexy e vão de biquinão da vovó mesmo, do contrário vocês correm o risco de pagar peito, bunda e outras coisinhas mais;
d) se você não é adepto de enema dispense a naja vermelha;
e) se você é macho vá no Insano;
f) o melhor brinquedo para dois é o kamikaze;
g) e o mais importante: se você não sabe nadar, fique em casa.



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