terça-feira, 8 de junho de 2010

Sorria: você está na Bahia.


"Ah, que bom você chegou
Bem vindo à Salvador
Coração do Brasil..."


Posso dizer que fiz quase todos os passeios "turistadas" de Salvador e que logo no primeiro dia entrei numa roubada por minha exclusiva culpa.

Nosso hotel ficava "perto" do Farol da Barra e eu tive a brilhante idéia de ir a pé.
O que não me avisaram foi que era só ladeira acima e, o que não avisaram ao FDP que fez aquele mapa, foi que ele tirou zero em cartografia e escala! Mas, eu deveria ter desconfiado, pois o mapa era cheio de carinhas, baianas e guarda-sóis (será que guarda-sol ainda tem hífen?? Será que hífen ainda tem acento agudo?? Depois da reforma ortográfica voltei a ser analfabeta, desculpem-me).

Bom, mas o resultado de minha idéia de jacú foi que, depois de andar uns 3km pra ir, comer 2 acarajés e um abará e caminhar outros tantos km pra voltar estávamos, no dia seguinte, com os pés cheio de bolhas e com as panturrilhas com tanto ácido lático que, só o fato de pensar em andar já nos causava cãibras.

Então, pegamos um taxi pra ir ao mercado Modelo, Elevador Lacerda, Pelourinho e cia ltda.
E foi no Mercado Modelo que a cigana me ferrou R$20,00!!! Mas, verdade seja dita, disse-me ela que nunca iria me faltar dinheiro, e graças a Deus, até hoje ela tem acertado, porém isso não ameniza o fato de que Bebe, meu então noivo, hoje marido, vai zoar de mim o resto de nossas vidas até que a morte nos separe.

De Salvador, pegamos um catamarã e seguimos para o arquipélago de Morro de São Paulo, que eu vou chamar de MSP, por pura preguiça de escrever.

O trajeto foi o excruciante para Bebe, já que a embarcação era dotada de um DVD cujo único disco era "Asa de Águia ao Vivo, gravado no Carnaval de 2001", mas eu tava curtindo, não vou mentir.

Em MSP você termina esquecendo que está na Bahia, até pq baiano lá, é produto raro, já que a maioria dos "nativos" são nativos da Argentina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Foram dias de sol, mar, passeio de barco, sol, mergulho, sol, lagosta, ostras, moquecas, muito dendê, sol, cocadas e queimaduras de sol.

Foi nessa viagem, aliás, que eu conheci o que viria a ser um de meus doces favoritos: punheta de estudante (não me pergunte o porque do nome), só sei que é um bolinho feito de massa de mandioca, coco, açucar e canela.

Às vésperas de nossa partida, São Pedro resolveu mandar lavar não apenas as escadarias do Bonfim, mas Salvador inteira e, como resultado, ficamos impossibilitados de voltar de catamarã pois o mar estava muito violento.

Pegamos, então um baquinho que nos levou a valença pelo Rio (aquele de água, não o "de Janeiro"), de Valença seguimos de ônibus até Itaparica, onde chegamos lá pelas 20:30.
Entramos na embarcação que faz o percurso Itaparica-Salvador: um catamarã enooooorme, todo fechado, com uns 16 motores que faz o trajeto em 40 minutos... na teoria.

Na prática, com chuva, mar revolto e um barco que cabe 100 pessoas levando apenas 20, significa que você vai ser chacoalhado durante 2:30h, vendo pessoas vomitarem ao seu redor.

E, como vocês podem ver, eu estou aqui escrevendo, logo, não morri.

E essa foi a história de minha primeira viagem de avião.

4 comentários:

  1. Ceci, tb voltei a estaca zero em português, mas posso dizer que ideia, não tem mais acento agudo. Assim como mocreia, apneia. Só não me pergunte o pq tá????kkkkkkkkkkkkkkkkk...Bjos

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  2. Ceci,
    Adorei a ideia do seu blog. Você sempre suspreendendo. bjs Eti
    P.S. - Jacu , por ser oxítona terminada em U, nunca levou acento na vida.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  3. Pra falar a verdade, a cigana ferrou ela em R$ 50,00...

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  4. Pois é, acho que vou fazer um curso de portugues pois já não sei como se escreve jacu, pitu, cajú, itú e outras cositas más :-P

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