quarta-feira, 16 de junho de 2010

Nessa Cidade Porto Seguro ainda me Lembro de você!


Era outubro de 2007 e eu ainda estava nessa de viajar pelas praias do meu Brasil quando resolvi ir para Porto Seguro, conhecer o tão famoso Sul da Bahia.

Saímos de Recife já com tudo esquematizado, ao chegar em BPS (sim, eu falo em códigos aeroportuários) teríamos um buggy alugado esperando por nós na manhã do dia seguinte para passearmos pelas praias.

Às 08:00 estávamos nós esperando o tal buggy, 08:30...09:00...09:30 e nada!!! O safado do cara, que por sinal era ARGENTINO deu o bolo no nosso carro e agora tínhamos que arranjar outro, só tinha um problema: em outubro acontece tipo um spring break em BPS e todas as locadoras estavam sem carro!

Do lado de nosso hotel havia uma pequena galeria com um buggy branco estacionado, entramos e perguntamos ao cara que estava lá dentro se ele não queria alugar o carro, ele ficou meio desconfiado mas terminou aceitando na confiança mesmo, pois não deixamos nenhum documento e saímos de lá (éramos ao todo 4 pessoas) apertadinhas no buggy que estranhamente parecia ser menor que os buggys normais.

O carro era ultra duro e, pra piorar, quase morria nas ladeiras... foi quando descobrimos uma alavanca mágica (com a maior cara de afogador) que, ao ser acionada, dava mais potência ao veículo.

E tome ladeira e tome alavanca e o danado do buggy segurando as pontas.

O roteiro era Praia do espelho, Trancoso e Arraial d'ajuda.

km e km e km e km de estradas, subindo e descendo ladeira e puxando o "afogador" e nada de chegar na Praia do Espelho. O Guia 4 rodas dizia serem apenas 14 km, mas já íamos em quase 50 km e nada.

Foi aí que resolvemos deixar pra lá e ir pra Trancoso, de lá seguimos para Arraial e já passava das 17:00 quando retornamos a BPS e fomos ao centro histórico,mos foi quando tivemos uma grata surpresa ao nos depararmos com um autêntico bistrô próximo ao farol.

Resolvemos retornar ao hotel, tomar banho, trocar de roupa e voltar ao local para jantar.

Já estava escuro, entramos no buggy e, ao puxar a alavanca TCHAM RAAAAAAAM: ERA O FAROL!!!! Isso mesmo, a luz, a lanterna!!! Passamos o dia inteiro acendendo e apagando o farol do buggy !!!!! Saímos, finalmente, após o término de uma crise de riso coletiva.

O Bistrô era de propriedade de uma Inglesa de cabelos vermelhos e cacheados chamada Natasha, filha de pai Brasileiro e mãe francesa... ou seria africana... agora já não lembro mais, mas era o que podíamos chamar de mulher exótica. A comida era sensacional, mas pela quantidade de pessoas no local, acho que o negócio não tinha muito futuro não.

Após o jantar seguimos direto para o Axé Moi e, por mais incrível que possa parecer, foi super divertido!! Só músicas das antigas e a novidade, que viria estourar anos depois: a gordinha que cantava a dança do quadrado.

Depois dessa viagem, tomei abuso de praia e passei a viajar apenas para lugares frios: Gramado, Buenos Aires, Campos do Jordão, Santiago etc etc etc, mas isso são histórias para outros capítulos.

Fui!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Uma pausa no avião


Bom, esse post não é sobre minhas viagens de avião, as quais fiz, todas, com imenso prazer.
Esse post é sobre minha experiência, do final de semana próximo pretérito (cara! eu sempre quis saber o que é que quer dizer isso!!!!) o qual passei, a trabalho, diga-se de passagem na capital do estado da Paraíba, João Pessoa ou JP, para os preguiçosos (como eu), ou Jampa, para os metidos a descolados, ou ainda Jhonny People, para os que se acham muito engraçadinhos.

Basta uma volta na cidade para constatar o que todo mundo já sabe: JP é Recife há 20 anos (sem o atrás, pois há 20 anos atrás é puro pleonasmo); e, para comprovar minha teoria, elenquei alguns tópicos:
a) os prédios são intercalados por dezenas de terrenos baldios! É, caro amigo, ainda existem terrenos baldios por lá;
b) existe uma Mister Pizza que ainda faz sucesso;
c) uma sorveteria Beijo Frio;
d) uma Pé Louko.

A meu ver, só falta um cirurgião dentista que opere utilizando-se da hipnose como meio anestésico para concluir que devemos ter entrado numa máquina do tempo.

Ok, ok... a violência também é a de Recife há tempos atrás... que duro preço a se pagar pelo progresso.

Agora se tem uma coisa em que JP está a anos luz de Recife é no ramo de sex shop e lingerie, é uma ou outra, sempre a cada esquina.

Noite de sexta-feira, vamos ao Mangai, único restaurante estrelado pelo Guia 4 rodas na cidade. Esperava mais, é comida regional do jeito que você espera que ela seja. Nada de mais, aliás, tem uma coisa sim: o preço! Duas pessoas que NÃO fugiram do vigilante do peso, num self-service de ceia, gastarem R$50,00 é realmente demais!!!

Destaque-se que estava acontecendo no local uma quadrilha da Organização das Mulheres dos Magistrados...

12 de junho, sábado, dia dos namorados. Saímos cedo para jantar no Bargaço (uma opção segura no meio do caos), restaurante ainda vazio, tudo corre tranquilamente. Com o passar das horas o lugar vai lotando... instala-se a loucura! Ainda bem que terminamos antes que o cantor começasse a tocar... vai que ele me sai com "Amarelo deserto e seus tremoooooores" ou qualquer outra música de barzinho, aliás, por falar em música, em JP, em todas as rádios, durante o ano todo, toca-se apenas um ritmo: FORRÓ.

Agora, imagine se em Recife só tocasse frevo durante todo o ano civil???

Quando do retorno ao hotel, deparamo-nos com um engarrafamento descomunal! O que nos fez concluir pelo seguinte: JP é um ovo. Hoje é dia dos namorados. Todo mundo foi jantar fora. Tem carro demais na rua. FUDEU!!

Depois eu soube que JP é assim TODO sábado à noite.

E não é que ainda teremos que ir para lá em mais 2 finais de semana???
Quer saber, sem ofensas, mas "dei por visto".

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Você pode tirar o homem do mato, mas não tira o mato de dentro de homem.


Depois de realizar minha primeira viagem de avião, tomei gosto pela coisa e passei a embarcar sempre que surgia uma oportunidade.

E, foi no feriadão do dia do trabalhador do ano de 2007, que pegamos uma molezinha (R$ 99,00 ida e volta) para ir para Fortaleza ou "Fortcháleza" como dizem por lá.

A principal atração era ir ao Beach Park (óóóóbvio), até porque as praias de lá não são grandes coisas ou, pelo menos, não valem a viagem.

Acontece que o Beach Park é apenas um dia, e nós ainda tinhamos outros 02 pra arrumar o que fazer, por isso, resolvemos pegar um taxi para ir conhecer a Praia do Futuro e comer uns carangueijos numa "barraca de praia".

Foi aí, aliás, que conhecemos nosso taxista oficial de Fortcháleza, autor da frase mais verdadeira que eu já ouvi e que venho aplicando a várias situações desde então.

A cena foi a seguinte, estamos na via pública e para (sem acento mesmo, pois a reforma ortográfica tirou o acento do pára) ao nosso lado, no sinal, um carro todo "tunado" com o som nas alturas (que hoje eu sei que se chama "paredão") e nosso amigo taxista ou TX para os íntimos, olha para o lado com um misto de indignação e indiferença e me sai com a seguite:

- Mas olha pá isso... você pode até tirar o homem do mato, mas o mato não sai de dentro do homem!

Uma lição que eu carrego para toda a vida.

Mas, voltemos a tal "barraca de praia". Aqui em Recife barraca de praia é um cara sem dentes, com as unhas pretas que possui um isopor, aliás, não, ele não possui um isopor, ele tem, quando muito, um ISONOR ou, ainda pior, um INZONOR, com gelo salgado, algumas cervejas e refrigerantes (côco nunca tem, ocupa muito espaço, e xiii... tenho medo de terem tirado o acento do côco), uma garrafa de caldinho de feijão e meia dúzia de cadeiras.

Em Fortcháleza, barraca de praia é uma megaconstrução com fontes, psicina, banheiros, garçons, pratos, copos e talheres, piso em ladrilhos, e, o mais importante, todas, mas todas mesmo tem um tema. É , um tema. Feito escola de samba.

O tema (ou enredo) de nossa barraca pode ser resumido da seguinte forma: há muito tempo, na grécia antiga, vivia um povo anfíbio;ocorreu um tsunami que deixou toda a civilização debaixo d'água e eles formaram a cidade de Atlantidz (desse jeito mesmo, com "z").

Só isso pode explicar o nome da barraca e a mistura dos motivos gregos com a temática de fundo do mar.

Mas, abstraindo a crise existencial megalômana pela qual deve o arquiteto ter passado, não é que a barraca é arretada mesmo!

O dia seguinte foi dedicado a grande atração da cidade, o Beach Park, que, fiquem sabendo, não fica em Fortcháleza e sim em Aquiraz, a 16km da cidade.

Para quem nunca foi e prentende ir as dicas são as seguintes:
a) chegue de 8:00h quando o parque abre e saia quando te expulsarem de lá,
b) não leve máquina fotográfica, a não ser que ela tenha uma caixa estanque, ou seja uma descartável, ou ainda que você seja japonês, pois eles até em parque aquático ficam com aquelas CANONs enormes penduradas no pescoço,
c) meninas, esqueçam o biquine sexy e vão de biquinão da vovó mesmo, do contrário vocês correm o risco de pagar peito, bunda e outras coisinhas mais;
d) se você não é adepto de enema dispense a naja vermelha;
e) se você é macho vá no Insano;
f) o melhor brinquedo para dois é o kamikaze;
g) e o mais importante: se você não sabe nadar, fique em casa.



terça-feira, 8 de junho de 2010

Sorria: você está na Bahia.


"Ah, que bom você chegou
Bem vindo à Salvador
Coração do Brasil..."


Posso dizer que fiz quase todos os passeios "turistadas" de Salvador e que logo no primeiro dia entrei numa roubada por minha exclusiva culpa.

Nosso hotel ficava "perto" do Farol da Barra e eu tive a brilhante idéia de ir a pé.
O que não me avisaram foi que era só ladeira acima e, o que não avisaram ao FDP que fez aquele mapa, foi que ele tirou zero em cartografia e escala! Mas, eu deveria ter desconfiado, pois o mapa era cheio de carinhas, baianas e guarda-sóis (será que guarda-sol ainda tem hífen?? Será que hífen ainda tem acento agudo?? Depois da reforma ortográfica voltei a ser analfabeta, desculpem-me).

Bom, mas o resultado de minha idéia de jacú foi que, depois de andar uns 3km pra ir, comer 2 acarajés e um abará e caminhar outros tantos km pra voltar estávamos, no dia seguinte, com os pés cheio de bolhas e com as panturrilhas com tanto ácido lático que, só o fato de pensar em andar já nos causava cãibras.

Então, pegamos um taxi pra ir ao mercado Modelo, Elevador Lacerda, Pelourinho e cia ltda.
E foi no Mercado Modelo que a cigana me ferrou R$20,00!!! Mas, verdade seja dita, disse-me ela que nunca iria me faltar dinheiro, e graças a Deus, até hoje ela tem acertado, porém isso não ameniza o fato de que Bebe, meu então noivo, hoje marido, vai zoar de mim o resto de nossas vidas até que a morte nos separe.

De Salvador, pegamos um catamarã e seguimos para o arquipélago de Morro de São Paulo, que eu vou chamar de MSP, por pura preguiça de escrever.

O trajeto foi o excruciante para Bebe, já que a embarcação era dotada de um DVD cujo único disco era "Asa de Águia ao Vivo, gravado no Carnaval de 2001", mas eu tava curtindo, não vou mentir.

Em MSP você termina esquecendo que está na Bahia, até pq baiano lá, é produto raro, já que a maioria dos "nativos" são nativos da Argentina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Foram dias de sol, mar, passeio de barco, sol, mergulho, sol, lagosta, ostras, moquecas, muito dendê, sol, cocadas e queimaduras de sol.

Foi nessa viagem, aliás, que eu conheci o que viria a ser um de meus doces favoritos: punheta de estudante (não me pergunte o porque do nome), só sei que é um bolinho feito de massa de mandioca, coco, açucar e canela.

Às vésperas de nossa partida, São Pedro resolveu mandar lavar não apenas as escadarias do Bonfim, mas Salvador inteira e, como resultado, ficamos impossibilitados de voltar de catamarã pois o mar estava muito violento.

Pegamos, então um baquinho que nos levou a valença pelo Rio (aquele de água, não o "de Janeiro"), de Valença seguimos de ônibus até Itaparica, onde chegamos lá pelas 20:30.
Entramos na embarcação que faz o percurso Itaparica-Salvador: um catamarã enooooorme, todo fechado, com uns 16 motores que faz o trajeto em 40 minutos... na teoria.

Na prática, com chuva, mar revolto e um barco que cabe 100 pessoas levando apenas 20, significa que você vai ser chacoalhado durante 2:30h, vendo pessoas vomitarem ao seu redor.

E, como vocês podem ver, eu estou aqui escrevendo, logo, não morri.

E essa foi a história de minha primeira viagem de avião.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

COMO DEIXEI DE SER VIRGEM DE AVIÃO AOS 25 ANOS


E foi com medo de avião que no ano de 2006, eu, matuta de Recife com 25 anos na cara, tomei coragem e comprei duas passagens de avião para Salvador. Já tinha decidido que naquele ano, ou eu viajava de avião pela primeira vez, ou mudava meu nome para Riroca, ou para qualquer um dos filhos de Baby ex-Consuelo, agora do Brasil.

Salvador foi o destino escolhido por dois simples motivos: a) é o mais perto que alguém pode voar saindo de Recife e b) era barato, muuuuito barato.

Chego no Aeroporto Internacional dos Guararapes, balcão da TAM, check in, aeronave, curiosidade, medo, ansiedade, aceleração, velocidade e.... DECEPÇÃO!!!!
QUE PORRA DE BARULHO É ESSE?????? Era um "tóóóóóóóóóóóó"...

Foi aí que eu fiquei sabendo que, diferentemente do que a gente vê nos filmes, o avião não é um silêncio sepulcral, muito pelo contrário, durante toda a viagem, as turbinas são responsáveis por um barulho extremamente irritante no seu pé do ouvido.

TURBULÊNCIA TURBULÊNCIA TURBULÊNCIA

Só depois eu soube que o trecho recife-salvador tem turbulência pra caralho... e só não é pior que o trecho salvador-recife.

Depois dessa nova experiência aeroespacial, chegamos em Salvador e, não sabia eu, que a aventura estava apenas começando...